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Tipo de entidade
Forma autorizada do nome
Forma(s) paralela(s) de nome
Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
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Datas de existência
Histórico
O Conselho de Graduação da UFMG já aparece mencionado em atas de 1969, indicando que sua atuação se deu, ao menos, desde aquele ano. Responsável pela coordenação e normatização dos cursos de graduação, o Conselho exerceu um papel central na organização da instituição, mesmo contando com recursos administrativos limitados e sem dispor de um regimento próprio.
Apesar da ausência de um desenho institucional consolidado, exerceu sua autoridade com grande protagonismo e autonomia, especialmente entre 1969 e 1976. Até meados da década de 1970, operava sob condições precárias: conselheiros relatavam a falta de infraestrutura técnico-administrativa, de arquivos institucionais e de normatização processual.
Como resposta a esse cenário, foram propostas medidas como a criação de uma secretaria própria, a implantação de um arquivo de referência, a padronização documental e a regulamentação de temas como cursos de verão, revalidação de diplomas, disciplinas optativas e participação estudantil.
Destaca-se também o fato de que o Conselho assegurava a participação discente, com direito a fala e voto, desde 1970, além de ter conduzido a Primeira Grande Reforma Curricular em 1974.
O processo de institucionalização culmina, em fevereiro de 1976, com a mudança na nomenclatura das atas: o então Diretor Executivo passa a ser designado como Pró-Reitor de Graduação.
A partir desse momento, o Conselho passou por um processo de transição, perdendo gradualmente sua centralidade, o que culminou, em 1986, na sua substituição pela Câmara de Graduação — marco de uma nova fase na gestão da graduação na UFMG.
A estruturação da Câmara de Graduação da UFMG teve início formal em março de 1986, coincidindo com a entrada da nova Pró-Reitora de Graduação, professora Vanessa Guimarães Pinto, que presidiu sua primeira reunião.
Na ocasião, deu-se início ao processo de elaboração do Regimento Interno da Câmara, com o objetivo de estabelecer com clareza suas atribuições, definindo, entre outros aspectos, quais matérias teriam caráter terminativo na própria instância e quais se encerrariam no âmbito das Unidades Acadêmicas. A proposta visava delimitar competências decisórias e garantir o adequado funcionamento do sistema deliberativo no que diz respeito à graduação.
A criação da Câmara representou um passo importante na organização colegiada da universidade, consolidando um espaço institucional para o debate e a deliberação sobre políticas de ensino de graduação.
Locais
Belo Horizonte